Quando decidimos buscar pelo curso dos nossos sonhos na universidade, grande parte das vezes não temos a orientação especializada para a escolha do curso que poderá determinar o nosso futuro.

A saída da universidade para o mercado de trabalho é outro martírio, afinal, pouquíssimas vezes se tem a oportunidade de trabalhar na área de formação logo a partida. No começo, o jovem busca por um emprego apenas para satisfação de algumas necessidades, tendo em conta o rendimento mensal que o emprego oferecera.

Aqui começa a estória  do jovem  QUIM nos seus vinte e poucos anos, ainda com sonhos e esperança continua a trabalhar na área da sua necessidade que não era necessariamente a da sua vocação, ele ganha pouco, mas no inicio é aceitável porque é mesmo o começo e ele não tem experiência nenhuma…

Passam os anos e o jovem continua a ganhar o mesmo, não tem perspectivas de aumento, mesmo tendo terminado o curso superior, está a fazer o trabalho que qualquer técnico faria, o que já o torna igual aos demais, logo a liderança não promove a ascensão do jovem alegando não ter condições para melhoria salarial.

Quim já começa a tornar-se uma pessoa desmotivada por falta de estímulos, visão de futuro, e até pela falta de projecção para a sua ascensão na referida empresa. Começa agora a busca por um trabalho melhor noutras empresas. Mesmo estando a trabalhar Quim agenda entrevistas, visita empresas, entrega o seu currículo aos amigos e conhecidos e se instala com maior aprofundado da insatisfação no seu “ainda emprego“.

Insatisfação, descomprometimento, desvalorização do trabalho, faltas, ineficácia, baixa performance e muitas vezes até mesmo, doenças associadas ao estado de espírito e emocional.

Resultado desses sintomas causam à liderança igual insatisfação com relação à sua prestação de serviço e o colaborador passa a tornar-se um alvo a abater

Funcionários insatisfeitos são frequentemente sinais de problemas para as organizações.

Lembre-se de que além do curso superior Quim não buscou nenhuma especialização na área em que pretendia atuar, não fortaleceu a sua network, não correu atrás de oportunidades dentro da própria empresa, pelo contrario, ele queixou-se, faltou, baldou-se, falhou em muitos trabalhos e sabotava o bom andamento das equipas, no entanto ele queria muito um outro emprego na área em que se formara e achava que faria melhor assim que o conseguisse.

Surge um convite de um empresário que buscava por um profissional na área de formação de Quim, e viu de entre os currículos o do Quim. Saltou-lhe a vista o nome da empresa em que o Quim (trabalha) supostamente  trabalhou, pois é a empresa de um amigo seu.

Quim é chamado para a entrevista e a única experiência que tem era a de técnico numa área totalmente oposta a que queria ocupar na empresa atual. Quim foi submetido a testes psicotécnicos e de carácter  comportamental, que infelizmente não corroboravam com o ideal de funcionário para a referida área.

Quim não tinha cursos adicionais na área e nem havia desenvolvido nada que se relacionasse a mesma. Nas suas paginas sociais, Quim publicava coisas sobre o seu dia à dia, locais  que frequentava, postava a sua insatisfação no trabalho, falava obscenidades e se mostrava irresponsável intencionalmente, pois conseguia muitos seguidores a cada postagem dessa natureza, Quim era popular na internet…

O director da empresa, dar a última cartada, perguntando ao seu amigo sobre o seu antigo funcionário, para saber se a imagem projectada era a sua verdade, se a reputação que ostentava era alinhada realmente a sua identidade(ao que era no seu dia dia) e ninguém melhor para o fazer, do que o seu antigo(supostamente) chefe.

Eis que chega a cereja no topo do bolo;

“O Quim ainda trabalha connosco e é o funcionário de que te falei que queria manda-lo embora por má prestação de serviço e ainda má influencia no meio dos outros colaboradores…”

O final da historia você pode criar…

Mas a chamada de atenção aqui é para a a importância de se estar preparado para quando a sorte bater a porta. A nossa reputação é muito importante, mas a nossa consciência, carácter e identidade, elas gritam antes mesmo que abramos a boca.

As pessoas emitem sinais, mesmo sem intenção de o fazer. Algum dia o que somos vem ao de cima, e se a nossa Identidade Imagem e Reputação não estiverem alinhadas tudo o resto poderá ser usado contra nós.

As nossas competências, capacidade, expertise, o nosso marketing pessoal poderá ser o mais poderoso, poderemos ser imensamente populares e conhecidos, mas se a nossa reputação tiver muito ruído a volta, seremos descartados, desvalorizados e marcados pelos piores motivos.

Será que você tem alguma noção sobre o que o mercado pensa e diz a seu respeito? Não falo das enquetes do instagram em que as pessoas querem na maior parte das vezes dizer coisas boas para agradarem-nos. Falo de diagnósticos da marca pessoal sérios e fidedignos como o Brand You 360.

Alguma vez você se submeteu a algum ? Eu aconselho vivamente que você faça um diagnóstico da sua marca pessoal, para ter clareza sobre como é visto percebido e como essa percepção pode impactar no seu progresso pessoal e/ou profissional.

Tenha sempre em mente, a sorte pode bater a porta a qualquer momento, e você e precisa estar preparada para recebe-la.

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